Os cinco segredos para uma comunicação emocional eficaz

Pratique a inteligência emocional na comunicação

No que pode nos ajudar a comunicação emocional? Vejamos quais são os cinco segredos para nos comunicarmos melhor usando a inteligência emocional.

Gostaria de compartilhar com você uma experiência que tive há pouco tempo com meu chefe:

“era cedo, não haviam chegado ainda meus companheiros e aproveitei para realizar uma chamada pessoal de um minuto. Meu chefe chama a minha atenção. Depois, se aproxima da minha mesa e me pede que chame um cliente, lhe digo que são as 8:15 e provavelmente não me atenderá, que vou chamar mais tarde. Levanta a voz e me diz, de modo brusco, que, sobretudo, eu não me esqueça. Eu não entendia nada, comecei a respirar muito aceleradamente, minhas mãos tremiam e notei como a temperatura do meu corpo aumentava e eu começava a transpirar. Entretanto, tomei as medidas oportunas e após 10 minutos já me sentia muito melhor”.

O que podemos fazer nestes casos? Em que nos pode ajudar a comunicação emocional num caso como este? Vejamos, através deste exemplo, quais são as cinco chaves para nos comunicarmos melhor usando a Inteligência Emocional:

  • Conectar com nossas emoções, reconhecê-las e administrá-las. Quando meu chefe levantou a voz ou me tratou de forma brusca, eu senti raiva e percebi que a minha respiração se acelerava, minhas mãos tremiam. Sabia nessa hora que era raiva o que estava sentindo por ter sido injustamente tratada. E sabia também por que eu me sentia assim, pela conduta do meu chefe comigo. Além disso, decidi ter um tempo desde o comportamento do meu chefe até minha reação. Eu me levantei do meu assento, me aproximei da sala de descanso e dediquei um tempo a relaxar, para pensar no que fazer com o que sentia e com o que tinha acontecido e decidi falar com ele tranquilamente. O importante é que soube conectar com minha emoção e identificá-la.
  • Conectar com as emoções do outro, aprendendo a interpretar a situação de diversas maneiras, buscando alternativas. Quando eu decidi dar um tempo para estar sozinha tive uma conversa comigo mesma. Me perguntava por que meu chefe tinha me falado assim. Se eu tivesse decidido pensar que era por minha culpa, porque tinha feito algo ruim ou então porque meu chefe sentia raiva de mim, tinha algum problema comigo, certamente minha reação teria sido diferente e a comunicação com ele teria sido diferente: com submissão, ou então com ressentimento e agressividade. No entanto, tentei entender o que o meu chefe sentia e por que se sentia assim. Pensei que teria problemas em casa, não sei… e lembrei que justo dois dias antes tinham negado a ele uma promoção que tinha solicitado e que para ele era muito importante e por isso desde ontem eu já o notava um pouco nervoso. Entendi que sentia muita raiva e esse dia ele descontou em mim.
  • Falar ao outro dos meus sentimentos, de como tinha me afetado sua conduta a mim, sem o acusar. Em nenhum momento disse ao meu chefe que ele não teve consideração, que foi muito autoritário. Deixei que passasse uma hora, mais ou menos, e conversei com ele, lhe expliquei como me senti diante de sua conduta, lhe perguntei o que lhe acontecia e ele reconheceu que não havia atuado bem e me pediu desculpa.
  • Não reprimir nossas emoções. Devemos aprender a expressar nossos sentimentos para a pessoa adequada, na hora adequada e da forma adequada. Não teria sido correto que eu reprimisse minha raiva e, logo, quando chegasse em casa me zangasse de uma maneira exagerada com meu companheiro ou com meus filhos ou, simplesmente, chegasse em casa e começasse a chorar sem parar sobre o ombro do meu companheiro. Também não teria sido adequado falar com meu chefe de como eu me sentia na hora em que tanto minha raiva como a dele estavam à flor da pele, no meio da discussão.
  • Não adivinhar os sentimentos do outro. Aqui eu vou dar outro exemplo diferente porque isto acontece muitíssimo nos casais. Por exemplo, buscamos um momento para planejar o fim de semana e pensamos: “é certeza que, como esta semana tem muito trabalho, vai me dizer que prefere ficar em casa, que chatice, você vai ver, outro fim de semana em casa!” E, quando chega a hora de falar, no momento em que a outra pessoa diz “Bom, não sei, na verdade, ainda não tinha pensado no fim de semana”, você em seguida pule e diga “Sim, já sei que você está cansado/a e vai me dizer que não tem vontade de sair e será outro fim de semana trancados dentro de quatro paredes”. E, quando ele/ela tentar te dar uma explicação do tipo: “Bom, vamos conversar, deixa eu te explicar”, você o/a interrompa com: “Não, já sei o que você vai me dizer”. Outra forma mais eficaz de se comunicar com seu companheiro teria sido: “Chega o fim de semana e tenho vontade de fazer algo diferente já que no fim de semana anterior ficamos em casa. O que você acha se fazemos isto ou aquilo?

E, para finalizar, eu te convido a explorar este novo aspecto da comunicação: a conexão com suas emoções e com as emoções do outro.

Eu vou te pedir que o que nós aprendemos através deste artigo você o pratique na sua vida diária. Quando for à padaria para comprar o pão e vir que a menina que normalmente te atende está com cara de poucos amigos, não pense ou diga algo como: “Hoje ela está meio chata”, pergunte a ela: “Como vai, tudo bem?”; ou conte a ela algo agradável para tirar um sorriso. Ou, quando tiver passado meia tarde preparando o jantar e seu companheiro chegar em casa, sem vontade de conversar e te disser que não quer comer nada. E nem repara na mesa que está preparada. Dê um tempo antes de reagir e dizer: “Você é um mau agradecido/a, ninguém te aguenta”. Relaxe, pense em como você vai responder, como vai reagir, conecte com suas emoções, avalie por que se sente assim e relaxe um pouco antes de dar um grito e dizer a primeira coisa que passar pela sua cabeça. E pode aplicar os cinco segredos não só com seu companheiro/a, mas também com os amigos, os companheiros de trabalho, os chefes, os filhos.

Eu gostaria de te contar uma história: em um circo romano trabalhavam um trapezista e seus quatro filhos. Todos atuavam juntos, exceto o menor. Um dia, quando o filho menor estava a ponto de fazê-lo, se aproximou do pai e lhe confessou seu medo. Tinha medo de cair do trapézio e fracassar. O pai disse a ele: "Filho, em tudo o que você for empreender, lance seu coração na barra, que seu corpo o seguirá”

Por isso, lance seu coração e melhore suas relações com os outros conectando com as emoções!


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