Os perfumes profanos

As marcas ou nomes dos aromas

Citamos aqui o que seria o equivalente a nossas atuais marcas de perfume.

O nome que se dava a ele era o do principal ingrediente, ou o do lugar da sua procedência. Citamos aqui o que seria o equivalente a nossas atuais "marcas" de perfume. Os óleos perfumados são o mais parecido a nossos perfumes atuais, por ter uma apresentação mais ou menos líquida, utilizar-se em pequenas quantidades e armazenar-se em pequenos frascos ou frascos de alabastro ou cristal.
Estes lindos recipientes foram originários do Egito, já que aí se produziam os perfumes mais famosos do mundo antigo e era onde se necessitavam. Eram de cristal com delicadas cores, entre as quais se destaca o amarelo, muito difícil de obter. Na atualidade, no Egito se continuam fabricando frascos de perfume realmente delicados, embora de aspecto árabe e, portanto, totalmente diferentes dos faraônicos.

O EGÍPCIO

Era um perfume forte e duradouro no qual predominavam o cheiro da canela e a mirra. Como quase todos os perfumes caros era incolor. Quem tinha 8 anos de antiguidade era muito mais apreciado que o recente. Não se sabe se este perfume se fabricava sempre no Egito, mas no século IV ainda se vendia em Atenas.

O MENDESIANO

Originário de Mendes, no Delta. É um perfume forte de óleo de bálanos, mirra, cássia, resina e, às vezes, um pouco de canela. É bastante parecido ao Egípcio.

METOPION (Perfume de Gálbano)

Consta de Gálbano e óleo de amêndoas amargas. Era intenso e foi adotado pelos fenícios.

SUSINUM (Perfume de Lírio)

Este foi o nome dado por Dioscórides ao perfume cujo principal ingrediente é o lírio. Chegaram a nossos dias duas receitas, a de Plínio e a de Dioscórides. Em dois relevos da dinastia XXVI aparece a prensagem dos lírios. Este perfume era o mais líquido dos óleos perfumados, e seu perfume era apropriado para homens.

IRINUM

Este constava somente de óleo base misturao com flores de íris maceradas. Também há duas versões da fórmula, mas Dioscórides opina que a melhor é a que só cheira a íris, sem mais ingredientes que incomodam seu aroma. Costumavam tingi-lo de vermelho com alkanna tinctoria (três anos depois da sua colheita). Este perfume ganhava com o tempo e ao que parece seu melhor momento era aos 20 anos da fabricação.

CYPRINUM (Perfume de henna)

À base de azeite de oliva verde, cardamomo, cálamo-aromático, henna, berberis e madeira. Havia três fórmulas, a de Teofrasto, a de Plínio e a de Dioscórides. Era esverdeado e podia durar 4 anos sem estragar.

Estes eram os mais famosos, mas havia outros como o Megaleion, o Cinamomium (canela), o Mirtinum (mirta), o Rhodinon (Rosa) e o de Sálvia.

Entre os perfumes sólidos, ou seja, com gordura como veículo, destacaram o Amarakinon e o Sampsuchinon, ambos com manjerona ou orégano. Normalmente a gordura usada era a de boi, que se derrete a 37ºC. A gordura de oca também era usada, mas se derretia mais facilmente e só era possível utilizá-la no inverno.


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