Tratamento da asma

Um método diferente para curar a asma

Tratar a asma a 130 metros debaixo da terra. A mina de Wieliczka, Patrimônio da Humanidade, acolhe um sanatório para asmáticos.

Tratar a asma é possível a 130 metros debaixo da terra, graças às propriedades da mina de Wieliczka, Patrimônio da Humanidade, que acolhe um sanatório para asmáticos.

O treinador da mina é fisioterapeuta especializado e os alunos sofrem de asma. A novidade está em que os ensinamentos e a aprendizagem ocorrem a mais de 130 metros debaixo da terra, naquela que é a mina de sal ativa mais antiga do mundo.

As virtudes terapêuticas do ar salino fazem que cada ano, centenas de pessoas que sofrem de doenças respiratórias recorram a esta mina para recuperar o fôlego, concretamente no sanatório instalado na mina de Wieliczka, a 15 quilômetros da Cracóvia, no sul do país. Assim, por um preço aproximado de 500 euros, reembolsados através de receita médica, os assistentes (fundamentalmente, asmáticos e alérgicos) passam 14 dias nas profundidades da mina, com o abrigo dos micróbios e do pó.

Cada dia, durante seis horas e meia, especialistas em saúde respiratória lhes ordenam fazer exercícios físicos e jogos para melhorar o controle da respiração, tudo isso se beneficiando do ambiente terapêutico da mina de sal. Segundo os especialistas, o tratamento é eficaz para 90% das pessoas.

O tratamiento com o sal começou em Wieliczka em 1826, quando o doutor Feliks Boczkowski criou o primeiro centro "salino". Hoje em dia, existem várias clínicas para o tratamento de transtornos respiratórios em minas da Europa central e do leste, fundamentalmente na Romênia e na Ucrânia.

Além de um sanatório, a mina de Wielizka, em atividade interrompida desde a Idade Média, conta com uma impressionante igreja, cavada diretamente no sal. Com mais de 300 galerias, suas capelas e estátuas esculpidas no sal, seus lagos subterrâneos e seu museu, é um dos maiores lugares turísticos da Polônia, com mais de um milhão de visitantes anuais. Em 1978, a Unesco a declarou Patrimônio da Humanidade.


1 comentário no "Tratamento da asma"

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David Quirino dos Santos ...

Eu não duvido que a permanência temporária em um ambiente de alta salinidade e sob a pressão de mais de 130m abaixo do nível do mar, no subsolo, exercitando-se, possa devolver à superfície indivíduos mais aptos a nela sobreviverem. ...Isto é, nada menos que, uma forma de cultura física. Mas, para quem, como eu, no caso, nasceu em um ambiente de clima ameno e agradável, onde vivi até os meus sete anos de idade, durante nos quais sofri ataques de crises de asma, sendo tratado por um farmacêutico local com um medicamento injetável intramuscularmente que, lembro-me, chamavam-lhe, injeção antiasmática. Tendo completado os meus sete anos de idade, vim, com a família, da cidade de Aracajú, região NE, estado de Sergipe, para Duque de Caxias, no estado do Rio de Janeiro, região centro leste, de clima bastante instável e agressivo, comparando-se ao de onde eu vinha, no qual eu vivi durante dez anos sem qualquer problema pulmonar ou de falta de ar.
Eu deveria estar bastante fortalecido, por ter-me adaptado a um clima tão agressivamente variável, mas, assim que completei meus desessete anos retornei ao ambiente em que nascera... desta vez na cidade de Maceió, no estado das Alagoas, onde nos terceiro e quarto meses fui acometido de crises tão terríveis de asma, que valeram-me minha dispensa da Marinha, por incapacidade física. ...Creio que nem uma mina de sal no subsolo resolveria, pois voltando ao Rio de Janeiro prestei serviço militar como Infante Paraquedista do Exército sem problema algum.

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16 de Jun, 2016 - 23:27:09

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